
Não,não é engraçado!
- Marcia Dias
- 3 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 3 de fev.
Não normalizem o cansaco mental.
Não pode achar normal pegar o ônibus errado, sair de casa com o pé do tênis trocado e rir disso depois, como se fosse só distração.
Não pode achar que é engraçado esquecer algo simples, sair com a blusa do avesso ou perder o fio do pensamento no meio de uma frase. Muitas vezes, isso não é distração. É sinal.
Sinal de que estamos cuidando de tudo e de todos — e esquecendo de olhar para o espelho.
Esquecendo de olhar para nós.
Vivemos tentando dar conta de mil papéis, mil demandas, mil expectativas. Mas o dia não tem 30 horas. Eu sei que muita gente faz parecer que tem. Que dá conta de tudo, que nunca para, que nunca cansa. Mas a verdade é: não tem. E forçar isso tem um preço.
A gente precisa aprender a reconhecer limites.
Aprender a viver os minutos dos momentos.
Estar presente de verdade, nem que seja por instantes.
Olhar para a gente várias vezes ao dia.
Quando vai ao banheiro.
Quando escova os dentes.
Quando se dá um bom dia no espelho.

Quando escolhe a roupa que vai vestir.
Como dizia em Comer, Rezar e Amar:
a gente precisa escolher os nossos pensamentos do mesmo jeito que escolhe as nossas roupas.
Mas a verdade é que, muitas vezes, estamos tão exaustos que acordamos já cansados.
E nesse estado, a gente nem sabe que roupa vestir.
Nem por fora.
Nem por dentro.
Já me aconteceu.
E talvez já tenha acontecido com você também.
Por isso, não normalize o esgotamento.
Não minimize os sinais.
Eles não são fraqueza — são pedidos de cuidado.
Cuidar de si não é egoísmo.
É necessidade.
É responsabilidade com a própria vida.
Que a gente aprenda a parar antes de quebrar.
A se olhar com mais gentileza.
E a lembrar, todos os dias, que quem cuida de tudo também precisa ser cuidado.


Que reflexão poderosa! Cuidar de si é o primeiro passo para cuidar de tudo ao nosso redor.