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Não Normalize! Nao Fuja. Cure!

  • Foto do escritor: Marcia Dias
    Marcia Dias
  • 5 de mar.
  • 2 min de leitura

Cada pessoa administra a dor de um jeito.

Seja ela física, seja emocional.

Há quem silencie. Há quem chore. Há quem corra. Há quem trabalhe. Há quem produza mil coisas num único dia.

Mas existe uma diferença enorme entre viver o dia intensamente e fugir da dor.

Muitas vezes, quem consegue seguir em frente, produzir, sorrir, realizar, é taxado de mentiroso.


“Ela faz tudo isso para esconder um trauma.”

Nem sempre.

É feio — muito feio — quando alguém vê o outro bem e começa a procurar um problema para justificar aquela felicidade.

Isso não é cuidado.

Isso soa como inveja.

Há quem realmente aproveite o dia — e até demais — pelo simples prazer de saber: o dia começou e eu vivi da melhor forma possível. Isso não é fuga. Isso é escolha.

Fuga é não admitir o que dói.

Fuga é vestir novas versões para não olhar para dentro.

Um novo namorado.

Uma nova profissão.

Uma nova religião.

Uma nova imagem para provar algo a alguém.

A dor existe. Ela está lá.

Se você está triste, magoado, fraco, desanimado, ou até mesmo exausto com a bagagem diária… sinta.

Não bloqueie.

Não disfarce.

Não transforme em performance.

Viver a dor não significa se afundar nela.

Significa reconhecer: “Eu não sei o que fazer agora.”

E, a partir daí, buscar algo que te prenda à vida de forma verdadeira — não momentânea, não para aplausos, não para provar força.

Mas cuidado com o vitimismo constante.

E cuidado com o ego excessivo.


Ambos afastam amigos.

Porque amizade não é plateia.

E não se pode esperar apoio verdadeiro se você não está disposto a ouvir opiniões, limites e até rejeições sobre suas possíveis “curas”.

Quem só quer ser compreendido, mas não aceita ser confrontado com carinho, acaba se isolando sem perceber.

A cura é interna.

Quando você precisa mostrar ao mundo que está bem, talvez ainda esteja tentando convencer a si mesmo.

Melhore por você.

Escolha por você.

Cure por você.

Não normalize a dor como se fosse obrigação carregá-la para sempre.

Mas também não a esconda como se ela fosse fraqueza.

Não transforme sofrimento em identidade.

Não transforme felicidade em algo que precise de explicação.

Se for preciso, procure ajuda. Tratar não é fraqueza — é responsabilidade.

Porque no fim, é simples — embora não seja fácil:

Não normalize.

Não fuja.

Cure.

 
 
 

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