Reset.. em 10..9..8..
- Marcia Dias
- há 4 horas
- 2 min de leitura
Meu nome é Márcia Dias.
No dia 31 de dezembro de 2025, eu corri a São Silvestre.
Aquela corrida não zerou só um ano. Ela zerou a minha vida.
Como mulher, eu cheguei ali carregando marcas invisíveis: traumas, medos, cobranças, culpas, dores que a gente aprende a esconder para seguir em frente. A fragilidade que muitas vezes nos silenciam, mas que também revela o quanto somos humanas.
Cada passo naquela corrida foi uma forma de soltar pensamentos, liberar o peso do que me machucou e respirar de novo. A corrida virou a minha terapia, o meu espaço seguro, o momento em que eu podia ser fraca sem desistir e forte sem precisar provar nada a ninguém.
Ali eu entendi que não dá para apagar os problemas, mas dá para reiniciar a forma de viver. A corrida me ensina, todos os dias, que eu posso me adaptar a cada desafio, fortalecer a mente, o corpo e o coração, e seguir mesmo quando dói.
A corrida foi o começo de uma nova versão minha: uma mulher que transforma cansaço em movimento, trauma em resistência e fragilidade em força.
Hoje, quando a vida pesa, eu corro.
Não para fugir dos problemas, mas para aprender a atravessá-los. A corrida virou o meu treino diário para a vida real: cada respiração me ensina a ter calma, cada passo me lembra que eu sou capaz de continuar, mesmo cansada, mesmo ferida.
Eu sigo frágil, sim. Mas agora sou uma mulher que entende que fragilidade não é fraqueza — é consciência. É saber parar, respirar, recomeçar quantas vezes forem necessárias.
A São Silvestre não ficou no dia 31 de dezembro de 2025. Ela acontece todos os dias em mim. Toda vez que escolho levantar, calçar o tênis e enfrentar o que vier pela frente.
Essa foto que você vê agora não é só de uma corrida. É o registro do dia em que eu decidi não desistir de mim. É o marco do meu recomeço.

Aquela corrida não foi sobre tempo ou colocação, foi sobre cura. Foi a minha terapia, o meu ritual de encerramento de tudo o que já não fazia mais sentido.
Em meio à rotina, às cobranças, aos medos e às dores que tantas mulheres aprendem a carregar em silêncio, eu escolho correr para me ouvir, me fortalecer e não me perder de mim.
A corrida não apaga traumas, mas me ensina a conviver com eles de um jeito mais leve. Ela me lembra, todos os dias, que eu posso ser sensível, cansada, emotiva — e ainda assim seguir em frente.
Essa imagem que fica agora é mais do que uma lembrança. É a prova de que eu me escolhi. De que eu me movi. De que eu recomecei.

A São Silvestre marcou o fim de uma fase difícil e o início de uma nova versão de mim.



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